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Tags no SCADAFlex

Tags é um termo genérico e no SCADAFlex pode assumir diferentes dimensões de configuração

1. O que é uma Tag?

Em automação industrial, uma tag é o nome único de um ponto de dado dentro de um processo monitorado. A palavra vem do próprio chão de fábrica: nas plantas de instrumentação e controle, cada transmissor, válvula ou sensor recebe uma etiqueta de identificação — uma “tag” física, afixada no equipamento — seguindo convenções como a norma ISA-5.1, em que um código como PT-101 já diz, por si só, que se trata de um transmissor de pressão (Pressure Transmitter) do laço de instrumentação 101.

Quando esses processos passaram a ser supervisionados por software, a tag física virou tag lógica: o identificador que o sistema usa para endereçar aquele ponto dentro do seu banco de dados em tempo real. Um SCADA, no fundo, é uma coleção de tags — cada uma representando uma grandeza (pressão, vazão, status de um relé, um contador) que pode ser lida, historizada, alarmada ou, em alguns casos, escrita de volta ao processo.

 

À medida que uma planta cresce — de um painel isolado para centenas de estações remotas — um único nome de tag deixa de bastar. Surgem duas necessidades que crescem em direções opostas: endereçar um ponto de forma inequívoca dentro de um equipamento específico, e relacionar essa mesma grandeza, ou esse mesmo equipamento, através de muitos outros — em telas, relatórios, permissões de usuário, grupos operacionais. Nenhum SCADA maduro resolve isso com um único mecanismo de tag; resolve com vários, cada um respondendo a uma dessas necessidades. É exatamente o que se vê no SCADAFlex.

2. A Tag no SCADAFlex

O código do SCADAFlex não usa uma única classe Tag — usa três mecanismos distintos, cada um resolvendo um problema diferente da definição acima. Dois deles vivem direto na entidade Variavel; o terceiro é um relacionamento que qualquer entidade do sistema pode ter.

É essa terceira linha que explica os termos “Tag de Estação”“Tag de Dispositivo” e, em parte, “Tag de Variável”: todas são para uso exclusivo do sistema e, portando, não podem ser alteradas pelo usuário.

Mas são usadas quando precisamos que o SCADAFlex entenda, por exemplo, o que é uma Estação de Medição de Cliente(tag de estação “cliente” – pra definir que os dados coletados ali são de CONSUMO, diferente de um city gate).

Ou que um dispositivo é um “cromatógrafo” (tag de dispositivo , pra definir quem fornece (cromatógrafo) de quem usa (CVZ) dados de cromatografia) .

Ou ainda, definir qual variável do instrumento que coleta o Histórico Totalizador Convertido (tag de variável).

 

 

Estação, Dispositivo e Variável compartilham o mesmo caminho até "Tag de Sistema"; só a Variável tem rota própria até TagGlobal e o campo solto TagWeb.

Na prática, uma única Variavel pode carregar as três coisas ao mesmo tempo, sem conflito, porque cada uma responde a uma pergunta diferente: TagGlobal responde “que grandeza física é essa, através de todos os equipamentos?”; TagWeb é um legado, ainda utilizado em telas antigas (Sincronismo de Cromatografia) ou para identificar variáveis históricas no Enron; e Tag de Sistema responde “o que essa entidade (variável, dispositivo ou estação) representa perante o sistema”.

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